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terça-feira, 1 de junho de 2021

O reflexo da nossa história em nossas relações com os outros e com o mundo.

Olá, pessoal!! 

Hoje iremos trazer uma reflexão com pontos um tanto delicados, mas necessários. Contamos com os comentários de vocês, são muito importantes. Então vamos ao  conteúdo!

Todos nós carregamos uma história e toda história traz em si, momentos de alegria, amor e força que nos afetam. Mas também trazemos vivências doloridas, raiva, tristeza, fragilidades e algumas marcas que muitas vezes fugimos e fingimos que não existem. Pois é, viemos falar sobre a importância de também olhar e cuidar dessas marcas, que às vezes podem se mostrar como feridas sensíveis, mas o cuidado de permitir-se lavar essas dores pode ser uma das formas de fortalecimento de si.

Esse processo pode ser delicado e é importante que haja o respeito com o próprio tempo e os próprios limites. É como uma dança de se equilibrar e observar o quanto podemos sustentar e dar alguns passos em nossas histórias, compreendendo quando ainda não damos conta de fazer alguns movimentos, e está tudo bem também, o processo de olhar para si e nossa própria história, não combina com a pressa. Sinta seu processo e quando perceber que consegue visitar algumas lembranças, dores ou até saudades, permita-se seguir, sentir e aos poucos poder tornar o autocontato, algo mais leve. 

Mas vocês podem estar se perguntando, por que olhar para o que machuca? Não é mais fácil esquecer? 

Pois bem, esconder ou se esconder das vivências dolorosas, dos ciclos de violências e daquilo que ainda machuca, pode ser uma forma de se convencer de que está tudo bem, que é passado e seguir em frente. Sim, seguir em frente é importante e faz parte do processo de “cura”, mas às vezes carregamos feridas e espinhos que ainda sangram ou fazem outras pessoas sangrarem. E aí como seguir? Não dizemos que essas feridas precisam ou irão deixar de existir, mas talvez podem ser cicatrizadas, compreendidas e não mais reproduzidas.

Quando vivenciamos experiências ou relações violentas, é comum a busca de se defender, fugir ou evitar as emoções que aquilo desperta, as reações e formas de ver essas tais situações são diversas. As coisas podem parecer confusas ou sem forma e na busca de que algo pare de doer imediatamente, tendemos a ignorar ou até acreditar em mudanças milagrosas. 

Atribuímos a responsabilidade de melhorar todas as relações a tal “força de vontade” e em alguns momentos até podemos cair no labirinto de reproduzir comportamentos que foram danosos para nós em alguma relação, ou em outras relações de nossa vida. E aí é que falamos da importância de cuidar de ciclos presentes em nossas histórias e até mesmo em nossas famílias. Se não dermos a atenção que nossas feridas precisam, podemos acabar em um nevoeiro de emoções que nos machucam e também ferem quem está à nossa volta. Assim nasce e se perpetua o ciclo de violência. 

Chegamos agora ao ponto de falar sobre romper esses ciclos. A ideia não é passar uma borracha em tudo e fingir que nada aconteceu, que não existiram feridas e que nunca fomos violentados e/ou violentos, pensando que existem vários tipos diferentes de violências, como por exemplo, violência verbal, que muitas pessoas não percebem quando o fazem. Não somos “alecrins dourados” e também não estamos rodeados deles, somos seres humanos passíveis de erros. 

  Porém, investir no cuidado das próprias dores pode ser um passo para quebrar esses ciclos que parecem ser intermináveis e às vezes até imperceptíveis. Daremos a possibilidade de que nossas dores possam cicatrizar e aos pouquinhos, elaborar e fortalecer nossa nova e autêntica forma de olhar e viver nossa história. Cada vez de forma mais livre e consciente, sem tantas amarras.

Essa é uma viagem que exige coragem e precisa ser feita com cautela. Contar com uma rede de apoio também é algo que pode ser potente e acolhedor, afinal, não precisamos enfrentar nada sozinhos. E além do mais, há a psicoterapia, a arte e outros recursos que podem te ajudar a se conectar com você mesmo, se tornando um ótimo auto investimento. 


A tomada de consciência da própria história, pode ser um despertar libertador.

Atenciosamente, 

Acredite-se! Espaço Terapêutico.

Gratidão!


quinta-feira, 20 de maio de 2021

A autoaceitação em uma sociedade de rótulos

Olá, pessoal!!

Vamos trazer mais uma reflexão com muito afeto e cuidado.

Esperamos que gostem!

         Os erros, assim como os acertos, fazem parte de nossas vidas! Ouvimos isso desde os nossos primeiros passos, não é mesmo? A formação da nossa identidade, a forma como nos enxergamos e enxergamos o mundo, também faz parte do nosso processo de crescimento e autoconhecimento. Mas reflita, como você  anda lidando com esses processos? Como sua relação com o mundo acontece em meio a isso tudo?

Nossa sociedade é estruturada a partir de vários padrões e receitas de como devemos ser, viver e nos construir diante de tantas questões impostas e consolidadas, muitas vezes pode parecer sutil ou até mesmo um caminho todo pronto, só para que a gente trilhe, mas outras vezes, esses padrões e receitas podem não ser tão fáceis assim de serem vividos. 

Esses tais padrões, às vezes podem nos sufocar e nos prender em caixinhas ao invés de facilitar nossa caminhada. Como por exemplo, nos fazendo pensar que precisamos ser e estar da forma que a sociedade manda para sermos felizes, mas isso não é verdade. Lembre-se, somos muito mais do que se pode caber em uma caixa.

 Portanto, é necessário o cultivo do acreditar em nós mesmos, observando  como esse processo pode nos fortalecer e nos ajudar a florescer sem tantas amarras sociais. A ideia é também, poder tornar esse processo algo leve e feito com afeto. 

Desta forma, não podemos esquecer do chamado autoconhecimento e a tal autoaceitação. O que tem exatamente nesses processos? O que impacta nossa autoaceitação ? E como o autoconhecimento pode nos ajudar nisso tudo?

 Para refletirmos sobre isso, vamos por partes. É um fato que nossa sociedade cria padrões, é aí que entra o exercício do autoconhecimento, que é constante e poderá nos falar o que realmente importa. Para que a gente consiga se separar daquele famoso “todo mundo faz” ou “todo mundo deve fazer”. Refletir sobre o que realmente significa pra gente é um exercício de se autoconhecer e ajuda no cultivo de auto aceitar-se, que às vezes acontece de forma plena e às vezes não, e está tudo bem. Estamos sempre em construção. 

Por isso, para lidar com esses padrões de vida e de ser o que a sociedade empurra pra nós, a autoaceitação é importante, pois em meio a imposição de tantas coisas, tentar atender a tudo, pode ser cansativo e frustrante. Nos prende em uma ideia e nos impede de conhecer tudo que há de maravilhoso em nós e que não olhamos só porque não está dentro de alguns modelos pré determinados.

Uma das formas de nos autoconhecer e fortalecer nossa autoaceitação pode ser a terapia, um espaço no qual é possível olhar para as próprias vivências, dores, alegrias, vontades e tudo aquilo que faz parte de nós, com carinho, afeto, sinceridade, honestidade e cuidado. Através do autoconhecimento e da autoaceitação podemos ser quem somos, afinal, nem sempre estamos nestes “altos padrões” sociais e a partir deste exercício, será mais fácil entender que tudo bem não estar nestes padrões, pois, eles nos impedem de ser autênticos e de explorar a diversidade. E tem coisa melhor do que se sentir confiante? Se sentir bem consigo? Por isso, deixar os tabus, padrões e receitas sociais de lado, às vezes pode nos fazer muito bem. Afinal, todos somos plurais.

Fortaleça suas potências!

Atenciosamente, 

Acredite-se! Espaço Terapêutico.

Gratidão!


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