Olá, pessoal!!
Hoje iremos trazer uma reflexão com pontos um tanto delicados, mas necessários. Contamos com os comentários de vocês, são muito importantes. Então vamos ao conteúdo!
Todos nós carregamos uma história e toda história traz em si, momentos de alegria, amor e força que nos afetam. Mas também trazemos vivências doloridas, raiva, tristeza, fragilidades e algumas marcas que muitas vezes fugimos e fingimos que não existem. Pois é, viemos falar sobre a importância de também olhar e cuidar dessas marcas, que às vezes podem se mostrar como feridas sensíveis, mas o cuidado de permitir-se lavar essas dores pode ser uma das formas de fortalecimento de si.
Esse processo pode ser delicado e é importante que haja o respeito com o próprio tempo e os próprios limites. É como uma dança de se equilibrar e observar o quanto podemos sustentar e dar alguns passos em nossas histórias, compreendendo quando ainda não damos conta de fazer alguns movimentos, e está tudo bem também, o processo de olhar para si e nossa própria história, não combina com a pressa. Sinta seu processo e quando perceber que consegue visitar algumas lembranças, dores ou até saudades, permita-se seguir, sentir e aos poucos poder tornar o autocontato, algo mais leve.
Mas vocês podem estar se perguntando, por que olhar para o que machuca? Não é mais fácil esquecer?
Pois bem, esconder ou se esconder das vivências dolorosas, dos ciclos de violências e daquilo que ainda machuca, pode ser uma forma de se convencer de que está tudo bem, que é passado e seguir em frente. Sim, seguir em frente é importante e faz parte do processo de “cura”, mas às vezes carregamos feridas e espinhos que ainda sangram ou fazem outras pessoas sangrarem. E aí como seguir? Não dizemos que essas feridas precisam ou irão deixar de existir, mas talvez podem ser cicatrizadas, compreendidas e não mais reproduzidas.
Quando vivenciamos experiências ou relações violentas, é comum a busca de se defender, fugir ou evitar as emoções que aquilo desperta, as reações e formas de ver essas tais situações são diversas. As coisas podem parecer confusas ou sem forma e na busca de que algo pare de doer imediatamente, tendemos a ignorar ou até acreditar em mudanças milagrosas.
Atribuímos a responsabilidade de melhorar todas as relações a tal “força de vontade” e em alguns momentos até podemos cair no labirinto de reproduzir comportamentos que foram danosos para nós em alguma relação, ou em outras relações de nossa vida. E aí é que falamos da importância de cuidar de ciclos presentes em nossas histórias e até mesmo em nossas famílias. Se não dermos a atenção que nossas feridas precisam, podemos acabar em um nevoeiro de emoções que nos machucam e também ferem quem está à nossa volta. Assim nasce e se perpetua o ciclo de violência.
Chegamos agora ao ponto de falar sobre romper esses ciclos. A ideia não é passar uma borracha em tudo e fingir que nada aconteceu, que não existiram feridas e que nunca fomos violentados e/ou violentos, pensando que existem vários tipos diferentes de violências, como por exemplo, violência verbal, que muitas pessoas não percebem quando o fazem. Não somos “alecrins dourados” e também não estamos rodeados deles, somos seres humanos passíveis de erros.
Porém, investir no cuidado das próprias dores pode ser um passo para quebrar esses ciclos que parecem ser intermináveis e às vezes até imperceptíveis. Daremos a possibilidade de que nossas dores possam cicatrizar e aos pouquinhos, elaborar e fortalecer nossa nova e autêntica forma de olhar e viver nossa história. Cada vez de forma mais livre e consciente, sem tantas amarras.
Essa é uma viagem que exige coragem e precisa ser feita com cautela. Contar com uma rede de apoio também é algo que pode ser potente e acolhedor, afinal, não precisamos enfrentar nada sozinhos. E além do mais, há a psicoterapia, a arte e outros recursos que podem te ajudar a se conectar com você mesmo, se tornando um ótimo auto investimento.
A tomada de consciência da própria história, pode ser um despertar libertador.
Atenciosamente,
Acredite-se! Espaço Terapêutico.
Gratidão!
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